Annonaceae
Rollinia emarginata
Ariticunzinho, ariticum, araticum-mirim, cortiça, embira
Árvore de 5 a 10 m de altura, com tronco curto e casca fibrosa. Sua casca firme era utilizada no fabrico de cordas grosseiras. As folhas são simples e alternas, lanceoladas, glabras e brilhantes, com 15 a 23 cm de comprimento por 4 a 7 cm de largura.

Suas flores são isoladas, com até 1 cm de comprimento, de coloração amarelada. Floresce de setembro a março. Os frutos são carnosos do tipo sincarpo, esféricos e de coloração verde-amarelada, com até 7 cm de diâmetro. A frutificação ocorre entre novembro e março. Os frutos são comestíveis e muito atrativos para a fauna frugívora.
Pioneira e heliófila, tolera também ambiente de meia sombra. Adapta-se a solos úmidos ou mais secos. É comum nas comunidades secundárias nos estágios inicial e médio da sucessão (capoeiras e capoeirões). Muito procurada por animais silvestres em busca de seus frutos.
De Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. No Paraná ocorre Principalmente na Floresta Ombrófila Mista e na Floresta Estacional Semidecidual, podendo ser encontrada também na Floresta Ombrófila Densa.
Sua principal utilidade é a produção de frutos, os quais tem excelente sabor, doce e ligeiramente ácido. No entanto, cada fruto possui pouca polpa comestível, o que dificulta o preparo de geléias e doces, entre outros. A atração de fauna silvestre é também uma das grandes funções desta espécie, principalmente em plantios de restauração ambiental.
As sementes tem baixa viabilidade de armazenamento, devendo ser plantadas assim que colhidas. A germinação ocorre após 20 ou 30 dias da semeadura, podendo ser considerada alta. O desenvolvimento das mudas em campo é rápido.
“Arvores do Sul” (BACKES & IRGANG, 2002); “Frutas Brasileiras” (LORENZI et al., 2006).

