Myrtaceae
Eugenia involucrata
cerejeira, cerejeira-do-mato, cerejeira-da-terra, cerejeira-do-rio-grande, cereja, ibaíba
Árvore de 8 a 15 m de altura, com tronco reto e liso, de casca acinzentado-clara descamando em placas finas, o que lhe confere aspecto malhado. Suas folhas são simples, opostas, glabras, elíptico-lanceoladas, verde-escuras e brilhantes na face superior, de 5-9 cm de comprimento e 2-3 cm de largura.

As flores são axilares e solitárias, com vistosas pétalas brancas e estames compridos. Os frutos são bagas oblongas, roxo-escuras quando maduras e vermelho-arroxeadas quando imaturas, coroadas por sépalas endireitadas. A floração ocorre de setembro a novembro e os frutos amadurem de outubro a janeiro.
Secundária tardia a clímax. Semidecídua, heliófila e prefere solos úmidos. Ocorre sempre de forma pouco freqüente, predominando em comunidades florestais no estágio intermediário da sucessão. Produz anualmente grande quantidade de frutos, amplamente consumidos por pássaros e pequenos mamíferos.
De Minas Gerais ao Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Predomina na Floresta Estacional Semidecidual mas é também encontrada na Floresta Ombrófila Mista.
É extremamente ornamental e pode ser utilizada no paisagismo, principalmente na arborização de ruas estreitas, em jardins e pomares. A madeira pode ser usada na confecção de cabos de ferramentas. Suas flores são melíferas e seus frutos são comestíveis e muito saborosos, aproveitados para a confecção de doces, geléias, licores e também para o consumo in natura. Também avidamente consumidos pela fauna silvestre.
As sementes têm baixa viabilidade em armazenamento, não ultrapassando dois meses. A germinação inicia-se entre 20 a 45 dias após a semeadura, apresentando poder germinativo geralmente elevado. As mudas podem ser plantadas no campo após cerca de 7 meses e seu desenvolvimento é lento.
“Árvores Brasileiras, Vol.1” (LORENZI, 1992); “Livro das Árvores e Arvoretas do Sul” (LONGHI, 1995); “Árvores do Sul” (BACKES & IRGANG, 2002); “Frutas Brasileiras” (LORENZI et al., 2006).

