Lauraceae
Ocotea porosa
Imbuia, canela-imbuia, imbuia-preta, imbuia-rajada, imbuia-amarela, imbuia-lisa, imbuia-brasina
Árvore de 15-20 m de altura, com tronco tortuoso, irregular, com excrescências globosas típicas, “os papos-de-imbuia”, de 50-150 cm de diâmetro. A casca acinzentada apresenta fissuras, mais profundas nas árvores velhas, desprendendo-se em placas irregulares. Suas folhas são simples, alternas, finamente coriáceas, glabras, oblongo-lanceoladas, de 6-10 cm de comprimento e 1,5-2,0 cm de largura; apresentam 2 ou 3 domáceas alongadas em forma de bolsa, na face inferior, na inserção das nervuras secundárias basais.


As flores são branco-amareladas e pequenas, com o cálice densamente revestido de pelos dourados, dispostas em cachos terminais. Os frutos são drupas globosas lisas e lustrosas, de coloração roxo-escura a vermelho-arroxeada, e cúpula carnosa em forma de disco, reduzida e de bordos recortados. A floração ocorre de outubro a novembro e os frutos amadurecem de janeiro a março.
Secundária tardia ou clímax. Semidecídua, heliófila e relativamente indiferente à fertilidade do solo, ainda que prefira solos férteis e bem drenados. Apresenta comportamento de planta secundária, infiltrando-se em capoeirões e regenerando em clareiras de florestas mais desenvolvidas. É, possivelmente, a espécie mais longeva da Floresta com Araucária, podendo ultrapassar os 500 anos de idade, por este motivo é comum nas florestas clímax. Consta nas listas nacional e estadual de espécies ameaçadas de extinção.
De Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, concentrando-se sobretudo nos três estados sulinos. Ocorre apenas na Floresta Ombrófila Mista.
Árvore ornamental, indicada para o paisagismo de grandes áreas. Seus frutos são avidamente procurados pela avifauna e suas flores são muito melíferas. Sua madeira de grande beleza foi muito usada para a confecção de móveis de luxo, tacos, lambris, laminados, esquadrias, para obras de entalhe, instrumentos musicais e coronhas de armas de fogo entre outros. Por destilação se extrai um fixador para perfumaria, considerado superior ao próprio sândalo.
As sementes têm baixa viabilidade em armazenamento, não ultrapassando três meses. A germinação inicia-se entre 20 a 105 dias após a semeadura, prosseguindo de forma bastante irregular por até 18 meses. Apresenta poder germinativo variável, em média de 70%. As mudas podem ser plantadas no campo após cerca de 9 meses e seu desenvolvimento geralmente é lento.
“Projeto Madeira do Paraná” (TAKAO, RODERJAN & KUNIYOSHI, 1984); “Árvores Brasileiras, Vol.1” (LORENZI, 1992); “Espécies Arbóreas Brasileiras, Vol.1” (CARVALHO, 2003); “Arvores do Sul” (BACKES & IRGANG, 2002).

