Bignoniaceae
Tabebuia alba
Ipê-da-serra, ipê-amarelo-da-serra, ipê-branco, ipê-mandioca, ipê-ouro
Árvore de 10 a 30 m de altura, com tronco geralmente reto de casca cinzenta, grossa, fissurada longitudinalmente. Suas folhas são compostas, opostas, digitadas com 5 a 7 folíolos discolores de margens serreadas. Quando jovens, os folíolos são densamente pilosos em ambas as faces. Quando adultos, os folíolos de 7-16 cm de comprimento e 4-9 cm de largura são glabros na face superior e densamente tomentosos na inferior, o que lhe confere a coloração prateada, aspecto típico desta espécie.

As flores são grandes, tubulosas, de cor amarelo-ouro. Os frutos são síliquas alongadas de cor amarelo-castanha, em média com 30 cm de comprimento, coberta de pelos dourados, com sementes aladas. A floração ocorre de julho a setembro, geralmente com a planta totalmente despida da folhagem. A maturação dos frutos ocorre entre outubro e novembro.
Secundária inicial, heliófila e decídua, aprecia solos úmidos, profundos e bem drenados. Ocorre tanto no interior da floresta clímax, onde se regenera nas clareiras, quanto em formações secundárias, sempre de forma esparsa. Suas sementes são disseminadas pelo vento.
Desde Rio de janeiro e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. No Paraná ocorre na Floresta estacional Semidecidual e na Floresta Ombrófila Mista. Ocasionalmente pode ser encontrada na Floresta Ombrófila Densa de encosta (formação Montana).
É extremamente ornamental, tanto pelo exuberante florescimento, como pela folhagem prateada, podendo ser empregada com sucesso no paisagismo e arborização em geral. As flores são melíferas e, quando maduras, podem ser consumidas cruas pelo ser humano. A madeira é própria para obras externas, como dormentes, pontes, moirões, vigas, eixos de rodas de carroça e rolos de moendas, além de tacos, tábuas de assoalho e para carpintaria e marcenaria em geral. Na medicina popular suas folhas são usadas como adstringentes e no tratamento das inflamações da mucosa bucal e garganta; para uso interno, a infusão da entrecasca tem propriedades diuréticas.
As sementes têm baixa viabilidade em armazenamento, não ultrapassando quatro meses. A germinação inicia-se entre 05 a 10 dias após a semeadura, apresentando poder germinativo geralmente superior a 80%. As mudas podem ser plantadas no campo após cerca de 6 meses e seu desenvolvimento é moderado.
“Projeto Madeira do Paraná” (TAKAO, RODERJAN & KUNIYOSHI, 1984); “Árvores Brasileiras, Vol.1” (LORENZI, 1992); “Livro das Árvores e Arvoretas do Sul” (LONGHI, 1995); “Árvores do Sul” (BACKES & IRGANG, 2002); “Espécies Arbóreas Brasileiras, Vol.1” (CARVALHO, 2003).

