Bignoniaceae
Tabebuia chrysotricha
Ipezinho-amarelo, ipê-amarelo, aipé, ipê-do-morro, ipê-amarelo-paulista, pau-d’arco-amarelo
Árvore de 4 a 10 m de altura, com tronco geralmente tortuoso e casca acinzentada. Os ramos novos e pecíolos são cobertos por densos pelos ferrugíneos. Suas folhas são compostas e opostas, digitadas com 5 folíolos elíptico-lanceolados, pubescentes em ambas as faces, ásperos, coriáceos, de 5-10 cm de comprimento e 3-5 cm de largura.

Flores grandes e vistosas, de cor amarelo-ouro. Os frutos são silíquas de 15 a 30 cm de comprimento, de cor ferrugínea, deiscentes, contendo sementes aladas. A floração ocorre de agosto a setembro, geralmente com a planta totalmente despida de folhagem. Os frutos amadurecem de setembro a outubro.
Secundária inicial a secundária tardia. Decídua e heliófila, preferindo os solos bem drenados das encostas. Sua dispersão é descontínua e irregular, geralmente ocorrendo em baixa freqüência. É mais freqüente nas formações secundárias. Suas sementes são disseminadas pelo vento.
Ocorre do Espírito Santo e Minas gerais até o Rio Grande do Sul. No Paraná é muito comum na transição entre a Floresta Ombrófila Densa e a Floresta Ombrófila Mista, no encontro entre o Primeiro Planalto Paranaense e a Serra do Mar. Ocasionalmente também ocorre na região do Cerrado (Savana).
Árvore extremamente ornamental, principalmente quando em flor, empregada com grande freqüência na arborização urbana, particularmente em ruas estreitas e sob redes elétricas, devido ao seu pequeno porte e por não ter raízes superficiais. A madeira é própria para obras externas, como postes, pontes, cercas e na construção civil é usada para tacos, assoalhos, rodapés, molduras, etc. Na medicina popular sua casca é usada como adstringente e no tratamento de doenças da garganta e estomatites; a infusão dos ramos novos é usada para combater feridas da pele e do aparelho bucal.
As sementes têm baixa viabilidade em armazenamento, não ultrapassando quatro meses. A germinação inicia-se entre 08 a 14 dias após a semeadura, apresentando poder germinativo geralmente superior a 60%. As mudas podem ser plantadas no campo após cerca de 5 meses e seu desenvolvimento é moderado.
“Projeto Madeira do Paraná” (TAKAO, RODERJAN & KUNIYOSHI, 1984); “Árvores Brasileiras, Vol.1” (LORENZI, 1992); “Livro das Árvores e Arvoretas do Sul” (LONGHI, 1995); “Árvores do Sul” (BACKES & IRGANG, 2002).

