Berberidaceae
Berberis laurina
São-joão, espinho-de-são-joão, uva-de-espinho
Arbusto lenhoso, perene, espinhento, com 1,5 a 2 m de altura, podendo ser ereto ou prostrado. Suas folhas são simples, fasciculadas e coriáceas, de 3 a 7 cm de comprimento. Possui espinhos tripartidos, afixados na base do fascículo.

Suas inflorescências são racemosas e pendentes, com 9 a 11 cm de comprimento e delicadas flores amareladas. A floração ocorre predominantemente na primavera. Os frutos são bagas oblongas de cor preta quando maduros, de 0,5 a 0,7 cm de comprimento, cada qual com 1 a 3 sementes. Os frutos amadurecem no verão.
Secundária, aprecia sombra mediana mas tolera exposição direta ao sol. É comum nos capões de Floresta com Araucária, ocorrendo nas proximidades de bordas e clareiras.
Do sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. No Paraná ocorre apenas na Floresta Ombrófila Mista.
Apresenta aspecto ornamental pelas suas flores pendentes e forma da planta. Seus frutos são comestíveis e atraem a fauna silvestre. A espécie é usada na medicina caseira do sul no tratamento de queimaduras e eczemas através de compressas externas. As folhas são utilizadas em gargarejos para tratamento de males da boca e garganta.
Em estudo. Sabe-se que a multiplicação por estacas é bastante restrita, sendo mais indicada a propagação por sementes.
“Plantas Medicinais no Brasil” (LORENZI & MATOS, 2002);

