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Tarumã

Família: 

Lamiaceae

Nome científico: 

Vitex megapotamica

Descrição Morfológica: 

Árvore de 10 a 25 m de altura, com tronco tortuoso, geralmente um pouco torcido, de casca cinza-escura, densa e levemente fissurada, descamante em placas longitudinais. Suas folhas são compostas, opostas, digitadas com 3-7 folíolos cartáceos, elíptico-ovalados de bordo liso e nervuras salientes na face inferior, de 5-9 cm de comprimento por até 4 cm de largura.

Vitex megapotamica
C.T.Blum/Sociedade Chauá
Flores e Frutos: 

Flores roxo-azuladas de cerca de 1,5 cm de comprimento por 1 cm de diâmetro, dispostas em inflorescências axilares. Os frutos são drupas globosas de até 2 cm de comprimento, negro-violáceas, com polpa suculenta, de sabor adocicado. A floração ocorre de outubro a dezembro e os frutos amadurem de janeiro a março.

Características Ecológicas: 

Secundária inicial a secundária tardia. Decídua, heliófila e indiferente às condições físicas do solo. É particularmente comum nas regiões úmidas próximas aos rios do planalto. Se regenera em áreas abertas, bordas e clareiras da floresta. Suas sementes são disseminadas principalmente por animais.

Ocorrência Natural: 

De Minas Gerais até Mato grosso do Sul e o Rio Grande do Sul. No Paraná ocorre na Floresta Ombrófila Mista e na Floresta Estacional Semidecidual, sendo particularmente comum nas formações aluviais.

Usos: 

É bastante ornamental, podendo ser aproveitada para a arborização urbana. As flores são melíferas e os frutos comestíveis, além de serem consumidos por macacos, pássaros e outros animais. A madeira é empregada em construção civil, dormentes, moirões, postes, esteios, pontes, tonéis, etc. Na medicina popular, o chá das folhas é usado como depurativo sanguíneo e no tratamento de hemorróidas. O chá da casca é usado no tratamento de reumatismo e dermatoses.

Aspectos de Cultivo: 

As sementes têm viabilidade de armazenamento bastante curta, devendo ser semeadas assim que colhidas. A germinação inicia-se entre 40 a 60 dias após a semeadura, apresentando poder germinativo geralmente baixo. As mudas podem ser plantadas no campo após cerca de 7 meses e seu desenvolvimento é moderado.

Bibliografia de apoio: 

“Projeto Madeira do Paraná” (TAKAO, RODERJAN & KUNIYOSHI, 1984); “Árvores Brasileiras, Vol.1” (LORENZI, 1992); “Livro das Árvores e Arvoretas do Sul” (LONGHI, 1995); “Árvores do Sul” (BACKES & IRGANG, 2002); “Frutas Brasileiras” (LORENZI et al., 2006).

Grupos: 
Floresta com Araucária (Floresta Ombrófila Mista)
Floresta Seca do Rio Paraná (Floresta Estacional Semidecidual)
Frutíferas
Medicinais
Secundárias